Você anda mais irritada, cansada e com dificuldade para dormir, mas atribui tudo ao excesso de trabalho ou à rotina puxada? Esse é um dos cenários mais comuns nos consultórios de ginecologia. Muitas mulheres passam meses, às vezes anos, tratando sintomas de perimenopausa como se fossem apenas estresse ou ansiedade, porque ninguém as avisou que essa fase poderia começar assim.
Na Clínica CEM, em Campo Mourão, é comum receber pacientes entre 38 e 47 anos que chegam preocupadas com o humor, o sono ou a memória, sem imaginar que o corpo já está em transição hormonal. Entender essa fase é o primeiro passo para não normalizar sintomas que têm explicação e, principalmente, tratamento.
O que é a perimenopausa
A perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa, quando os ovários começam a reduzir progressivamente a produção de estrogênio e progesterona. Diferente da menopausa, que é um marco de 12 meses sem menstruar, a perimenopausa é um processo gradual, que pode durar de dois a oito anos. Segundo dados do IBGE, cerca de 30 milhões de mulheres brasileiras estão atualmente na perimenopausa ou na menopausa, uma fase da vida que ainda recebe pouca atenção da própria mulher, muitas vezes por falta de informação.
Por que os sintomas são confundidos com estresse ou ansiedade
A perimenopausa se desenvolve de forma progressiva, com sinais que costumam ser confundidos com cansaço, sobrecarga de rotina ou envelhecimento natural. Um estudo publicado na revista Menopause mostrou que cerca de um terço das mulheres acima de 35 anos não sabe dizer se já entrou nessa fase. Isso acontece porque os sintomas se sobrepõem aos de quadros psicológicos comuns.
Sintomas físicos que passam despercebidos
- Ciclos menstruais irregulares, mais curtos, mais longos ou com fluxo diferente do habitual
- Insônia fragmentada, acordando várias vezes durante a noite
- Ondas de calor discretas, muitas vezes confundidas com calor ambiente
- Alterações na libido e ressecamento vaginal leve
- Dores de cabeça e articulares mais frequentes
Sintomas emocionais que imitam ansiedade e burnout
O chamado “brain fog”, ou neblina mental, e a dificuldade de concentração são sintomas clássicos da queda de estrogênio, mas são facilmente confundidos com Transtorno de Ansiedade Generalizada ou esgotamento profissional. A irritabilidade, o choro fácil e as oscilações de humor também costumam ser atribuídas exclusivamente a fatores emocionais, quando na verdade têm uma base hormonal importante.
Essa sobreposição de sintomas cria um problema real: a mulher pode acabar sendo tratada apenas para ansiedade, sem que a causa hormonal de fundo seja avaliada, o que atrasa o cuidado adequado.
Perimenopausa não é frescura, é fisiologia
Um dos papéis mais importantes da consulta ginecológica nessa fase é validar o que a mulher está sentindo. Não se trata de exagero ou de estar fazendo tempestade em copo d’água: são alterações hormonais reais, que podem ser investigadas e, quando necessário, tratadas. Reconhecer isso muda a forma como a mulher lida com o próprio corpo nessa transição.
Como é feita a avaliação na Clínica CEM
A avaliação da perimenopausa vai além de um exame de sangue isolado, já que os hormônios oscilam bastante nessa fase. Na consulta, a Dra. Cíntia Saqueti investiga o histórico menstrual, os sintomas relatados, exames complementares quando indicados e o contexto de vida da paciente, para então indicar a conduta mais adequada, que pode incluir desde orientações de estilo de vida até terapia hormonal, sempre de forma individualizada.
Perguntas frequentes sobre perimenopausa
Em que idade a perimenopausa costuma começar?
Geralmente entre os 40 e 45 anos, mas pode começar antes dos 40 em alguns casos, o que reforça a importância de não descartar a hipótese só pela idade.
Perimenopausa tem tratamento?
Sim. O tratamento depende dos sintomas e pode envolver desde mudanças de hábitos até terapia hormonal, sempre avaliada individualmente pela ginecologista.
É preciso fazer exame de sangue para confirmar?
Os exames hormonais podem ajudar, mas o diagnóstico é principalmente clínico, baseado nos sintomas e no padrão menstrual, já que os hormônios oscilam muito nessa fase.
Toda mulher precisa de reposição hormonal na perimenopausa?
Não. A indicação depende da intensidade dos sintomas, do histórico de saúde e de uma avaliação individual, nunca de uma regra geral.
Se você tem entre 38 e 50 anos e percebe mudanças no sono, no humor ou no ciclo menstrual, vale conversar com uma ginecologista antes de atribuir tudo à rotina corrida. Agende sua consulta com a Dra. Cíntia Saqueti na Clínica CEM, em Campo Mourão, e entenda o que o seu corpo está sinalizando. Fale agora pelo WhatsApp.
